1º Dia, 04/02/2012
Chegamos ontem, por volta das 11:30 da manhã, três e meia da tarde aí em Pelotas (considerando que no Brasil estamos no horário de verão). A viagem foi ótima, sem transtornos, deu tempo pra tudo. Não tivemos, nenhuma vez, nossas malas inspecionadas (um aluno foi sorteado pra isso e só). Quando chegamos em Atlanta, no estado da Geórgia, foi o primeiro "choque cultural mesmo": uma variedade de raças e estilos, cidadãos simpáticos, vestidos de forma super excêntrica e "demarcadora", com um ar de simpatia, leveza e felicidade "estampado" no rosto. As mulheres, com os cabelos muito bem arrumados, as crianças todas enfeitadinhas, e nas filas da imigração uma miscelânea de línguas - às vezes eu achava que falavam inglês e não era - já que eu não entendia "absolutamente nada". Muito divertido. Bastante gente falando espanhol, também.
Quando fui atendida, parecia que eu estava me vendo num "filme", por causa do sotaque bem marcado. Aí, quando na imigração o funcionário perguntou o que eu estava fazendo lá, e eu comecei a falar do projeto, ele chegou a se jogar para trás na cadeira, dizendo "I'm impressed! Normally, the rich are the ones who come to study in the US. Congratulations on your project!" Foi meu primeiro diálogo significativo, gostei muito da sensação de "ser compreendida por um americano, rsrs!!!
Depois, fomos comer, CLARO! Comprei um mochaccino e um cheese bagel (um bolinho redondo, frito, mas bem sequinho, com uma massa muuuuuuito fofinha e levemente adocicada, coberto com parmesão e delicioso... Lá a atendente me fez sentir num filme de novo... aí, perguntou meu nome, para anotar no copo do meu café, e quando recebi a bebida, lá estava escrito meu novo apelido: Linelly!!! Tanto que a gente ensina o alfabeto aos alunos e fala da importância de saber soletrar as palavras em inglês, e quando acontece uma situação prática, comigo, apenas repeti a palavra e... um novo nome surge para me identificar... Amei, só não me dei conta de trazer o copo, kkkkkkk!!!
A chegada em San Antonio foi muito tranquila, as familias já esperando pelos alunos, tão ansiosas quanto eles, um clima bem bonito, de expectativa mútua. Eu e o Juarez fomos trazidos ao hotel pela Carol, uma das coordenadoras do projeto, numa BMW.
Quando cheguei, não consegui fazer funcionar o chuveiro e fui obrigada a tomar banho de banheira, pra descobrir depois que era só ter puxado um pininho, que se puxa depois de ligar a água - e eu puxei antes disso - por isso que não deu certo. Mas deu pra relaxar, pela primeira vez, "sem pressa".
Depois, demos um passeio pelos arredores do hotel, que tem um trajeto às margens do rio "Riverwalk", cheio de restaurantes pelos dois lados, mexicanos tocando e cantando - muito restaurante mexicano mesmo - um lugar muito bonito, mas o cansaço tomou conta e só deu tempo de trazer água, batata frita e o primeiro presentinho da Gio (minha filha) e um adaptador pra poder me comunicar pelo computador e falar ao telefone, já que as tomadas são diferentes e não pude fazer nada disso quando cheguei.
Interessante aqui é a hora de pagar: se custa $19,90, por exemplo, no ato do pagamento, já tem taxa, e a gente paga $21,00. TUDO É ASSIM!!!
Voltei pro hotel, me organizei, passei roupa - tem ferro e tábua no quarto, além de secador de cabelo, mas NÃO TEM FRIGOBAR, NEM NADA PRA COMER OU BEBER!!! só uma máquina de fazer café!!! Melhor, assim gasto menos...
Dormi, acordei, e estou aqui, escrevendo p vocês, de forma bem sucinta, como é típico da minha pessoa (ahahaha!!!).
São agora 7:30, estava dormindo desde às 21:00 no horário daqui. Mas acho que me adaptarei bem rapidinho a essa diferença de fuso horário.
Amanhã começam as aulas, das 9 ao meio dia e das 13 às 17. Os ônibus são vermelhos, os táxis amarelos, todos bem bonitinhos...
Talk to you soon!
Linelly!
2º dia (05/02, Domingo – dia livre)
Meu primeiro American Breakfast: fantastic e, pra variar, com gafes... Cheguei pedindo instruções, e já tive de voltar à recepção para pegar uma espécie de “ingresso” que prova que estou hospedada e me dá direito a sentar à mesa para saborear as delícias americanas. Já fui direto na mesa “típica” (eram 3), onde estava tudo que era “quente”: os ovos mexidos, o bacon, uma mistura acebolada da qual passei longe, a salsicha, que é, na verdade, o nosso hamburger, sabe aquele congelado? Mesmo gostinho, só que em formato “compridinho”e grelhado – é o que chamam “sausage” por aqui; panquecas, deliciosas, grossinhas, levemente adocicadas e, os molhos... bem, um salgado, vermelhinho, parecia molho de tomate e o syrup, que é o molho doce que tradicionalmente se coloca nas panquecas. Claro que eu fiz o quê??? Coloquei o molho de tomate (pensava eu que era) em cima das minhas primeiras duas panquecas e... fiquei com a boca ardendo, o negócio era mesmo muito apimentado... Tirei o excesso e segui firme, comendo minhas panquecas e o restante que estava “mara”. Servi-me tudo de novo, mas agora usei o molhinho certo nas panquecas, em quantidade modesta, porque prefiro realmente o salgadinho, SEM PIMENTA!!!
Quando a “Dina” (garçonete) perguntou-me se eu queria café e eu disse sim, veio uma super taça de café preto, e na mesa havia uns mini potinhos da Nestlé, com algo que seria o “leite”. Nem de longe senti o gostinho do meu café com leite, mas tudo bem. Botei muito açúcar e bebi aquele cafezinho (na verdade cafezão, interminável) até o fim.
Então encontrei duas brasileiras, que estavam se despedindo do hotel esta manhã, uma do IF Paraná, outra do IF Farroupilha, Fernanda e Kimberly. Descobri que até chocolate quente poderia ter pedido – vivendo e aprendendo...
Conversamos bastante, pena que estavam mesmo de partida, mas meu café foi animado, recebi algumas dicas “práticas” de lugares para visitar, comprar, e falamos também a respeito do curso e da grande oportunidade institucional que estamos tendo, e do importante papel que temos como multiplicadoras das descobertas e aprendizagens realizadas aqui. Foi muito bacana mesmo ter conhecido esta dupla.
Descobri esta tarde, também, que aquelas taxas de que falei sobre toda mercadoria comprada podem ser restituídas em locais apropriados para este fim. Porém, até para restituir as taxas são cobradas taxas, que variaram hoje, na nossa pesquisa, entre cinquenta, e dois e meio por cento do total a ser devolvido. Uma variação considerável. Mas alguma coisa vamos reaver, só na câmera fotográfica foram dez dólares de imposto... de notinha em notinha, dá mais uma comprinha...
Falando em comprinhas, é impressionante como somos bem atendidos nas lojas. As pessoas são muito simpáticas e educadas, isso inclui os outros clientes, que pedem licença até se vão simplesmente passar por nós.
Comemos no Star Bucks novamente, desta vez um cheese danish (massa folhada com creme de queijo) e um brownie (aquele bolinho bem pretinho e molhadinho, delicious...) e um capuccino para acompanhar. Como chovia, comprei uma sombrinha e também óculos de sol, para ficar otimista quanto ao dia de amanhã, que será o início de nossas atividades na universidade.
Bem, vou voltar a ler as instruções da minha câmera fotográfica para registrar direitinho os meus próximos dias, com o máximo de qualidade!
Bye!
3º dia (06/02, Segunda-feira, primeiro dia de aula na universidade)
Hoje foi o nosso primeiro dia de aula. Eu e o Juarez acompanhamos o encontro pela manhã e à tarde. A professora possui um bom canal de comunicação, por sua maneira descontraída de conduzir a interação. Nos momentos em que julgava não haver compreensão por parte dos estudantes, usava a língua portuguesa que, por seu sotaque peculiar, amenizava a tensão e até arrancava boas risadas dos alunos, os quais foram aos poucos entrosando-se e amenizando o clima de ansiedade comum a esses momentos iniciais.
Importante mencionar a forma como o sistema de transporte público é eficiente por aqui: em cada ponto de ônibus há um número telefônico da linha para o qual os cidadãos podem ligar a fim de obter informações a respeito de horários e itinerários dos veículos; os motoristas têm telefones e a polícia pode comunicar-se com qualquer veículo e vice-versa, o que agiliza os processos de buscas, denúncias e resgates onde quer que aconteçam as ocorrências.
5º dia (08/02, quarta-feira, 3º dia de aula)
A professora elogiou o comprometimento dos alunos que, em sua maioria, realizaram as tarefas propostas para casa, as quais tinham um grande volume de atividades a ser desenvolvidas.
Iniciamos esta tarde a disciplina de empreendedorismo e gestão global, com Dr. Navarro. Aula densa, com bastantes informações, ministrada em espanhol. Tratou basicamente do conceito e natureza da empresa, iniciando a fala pelos recursos de que toda empresa dispõe (naturais, financeiros e humanos) e como eles devem ser utilizados para que a empresa funcione a pleno. Pelo fato de que alguns alunos trabalham ou trabalharam em multinacionais, as intervenções e questionamentos ocorreram de forma satisfatória, com boa integração entre os estudantes e o professor. O encontro terminou com a narrativa, por parte do Dr. Navarro, da história do fundador da Apple, o que interessou muito aos alunos.
6º dia (09/02, quinta-feira, 4º dia de aula)
Falando mais uma vez em transporte público, ontem presenciei uma cena que jamais verei no Brasil: o tratamento respeitoso e amistoso que é dado pelos motoristas do ônibus aos portadores de necessidades especiais.
Em primeiro lugar, todos os ônibus são totalmente adaptados para recebê-los; há, bem na frente, um lugar específico para o “estacionamento” de suas cadeiras ou andadores; os motoristas desacomodam-se de seus bancos para ajudá-los a subir no ônibus, instala-os em seus lugares, inclusive com medidas de segurança e os ajudam a descer onde necessitam. É realmente até emocionante ver a naturalidade como isso acontece quase todos os dias nos ônibus em que ando.
7º dia (sexta-feira, quinto dia de aula)
A experiência de ensinar separadamente os dois alunos sugeridos pela professora (Cybele Coelho e Júnior Lenhart), e também o aluno Gustavo Helbig, que pediu para ingressar neste grupo, foi bastante interessante. Pela primeira vez, ouvi a aluna Cybele lendo sem constrangimento – não tinha ainda feito isso na sala com os demais alunos – e senti os aprendizes à vontade para perguntar e relaxados para aprender. Resolvemos, eu e a professora Maureen, que trabalharíamos com o material dado por ela para todo o grupo, porém no ritmo dos alunos, detalhando mais os conhecimentos e praticando/explorando o vocabulário contido em cada tarefa. Isso acontecerá, a partir de hoje, no período da manhã, como uma oportunidade de deixá-los mais livres e à vontade para solucionarem dúvidas e obterem um atendimento mais individualizado. À tarde, esses alunos voltarão a integrar o grupo com a professora Maureen e com o Dr. Navarro.
8º dia (sábado). Dia livre
Dia livre. Eu e o Juarez fomos acompanhados por Frank Juárez, sua esposa Aurora e a filha Ariana num passeio ao San Marcos’ Outlet. Tínhamos, eu e o Juarez, o objetivo de conhecer o lugar a fim de direcionar melhor os alunos quando formos com eles, já que o local é bastante grande e requer orientação quanto às lojas indicadas para compras, dado o tempo curto de permanência no local quando fizermos o passeio com eles.
9º dia (domingo). San Antonio Stock and Rodeo
Primeiro passeio oficial com o grupo. O local de encontro foi o El Tropicano Hotel, às 9h da manhã. Muita euforia é como se pode definir o clima em que todos estávamos, afinal, além de ser nosso primeiro passeio, o rodeio é um evento esperado na cidade. Durante toda a semana pude perceber uma movimentação diferente no hotel; o número de pessoas circulando aumentava a cada dia, assim como as vestimentas típicas eram cada vez mais frequentes. Eu e os alunos chegamos a ir numa loja especializada em artigos de cowboys, mas os preços eram impraticáveis... Apenas um dos alunos, o Caio, comprou um chapéu de cowboy por $80.00.
A abertura do evento foi magnífica: uma performance de cavaleiros em belos animais muito bem ornados, seguida de uma prece e do hino nacional americano, foram de “arrepiar”, momentos realmente emocionantes e inesquecíveis. A propósito, filmei essa parte e o início do rodeio propriamente dito, o que acabou por gastar o cartão de memória da minha câmera, deixando-me sem condições de fotografar o restante do evento (mais uma das minhas...)
A temperatura era menor que zero grau (saímos do hotel a uma temperatura de 31°F). Todos lembramos muito da Lia e do seu recado na véspera da viagem, para tirarmos as roupas pesadas da mala porque a temperatura estava bastante amena... estamos sentindo na pele – e nos ossos - a amenidade...
Falando ainda sobre o tempo, os diretores do programa quase que se desculpam por isso, pois dizem que San Antonio é conhecida por ser uma cidade que apresenta dias ensolarados numa média de 300 dias por ano. Bem, é nossa segunda semana aqui, e tivemos, até agora, muita chuva, frio, e apenas dois dias com um tímido solzinho que não serviu nem pra amenizar o frio que sentimos por aqui. Que sorte a nossa...
Hoje provei o chamado “Cheddar nuggets” – pedaços de queijo cheddar que são envolvidos numa massa com a consistência da massa de bolinho de chuva e fritos “deep in oil”, como os próprios bolinhos. Delicious!!! Este foi meu almoço, caríssimo, como sempre ($9.00 a porção), que dividi com um aluno, o Dênis. Por causa do extremo frio – havia até previsão de neve – nossa bebida foi chocolate quente ($2.00) e capuccino ($4.00), muito gostosos, pois estávamos congelando, já que a praça de alimentação era “ao vento livre”. Outros alunos que pediram “coke” ou qualquer outra bebida gelada, que vinha sempre com muito gelo, típico por aqui, não conseguiam segurar os copos. Foi realmente um momento nada prazeroso, este do nosso almoço, mas como lembrança e história pra contar, foi deveras válido.
10º dia (segunda-feira, 13 de fevereiro, 6º dia de aula)
Hoje chegamos à faculdade uma hora mais cedo, para assistirmos ao filme “The Alamo”, que retrata um pouco da história da cidade de San Antonio. Há aqui um monumento, que iremos visitar, então foi muito interessante conhecer a história que o envolve antes deste passeio. O restante do dia transcorreu sem novidades. A expectativa é pelo dia de amanhã, Valentine’s Day, e dia de jogo “amistoso” de futebol entre Brazil X Korea. Ouvi dizer que tem brasileiro que não está querendo jogar, porque não trouxe tênis adequado ou porque não sabe se vai poder tomar banho depois. Isso lá é coisa de macho, tchê? rsrs!!!
11º dia (terça-feira, 14 de fevereiro, 7º dia de aula)
Hoje tivemos um dia bastante “atípico” e muito produtivo. Pela manhã, estivemos reunidos com o grupo de coreanos, por cerca de uma hora, com o objetivo de, livremente, formarmos grupos de diálogo a fim de trocarmos informações pessoais e culturais a respeito de nossos países e cidades de origem. Algumas curiosidades valem a pena ser relatadas aqui. A primeira delas diz respeito à questão da idade dos indivíduos coreanos: todos nascem com a idade contada a partir de sua concepção, ou seja, ao nascer, têm nove meses de vida. O calendário coreano é solar, e não lunar, e isso implica dizer que a cada ano do nosso calendário correspondem 11 dias a menos no calendário coreano. E todos fazem aniversário na virada do ano, não existe em sua cultura um dia de comemoração de aniversário. Disseram aqueles alunos aos nossos que eles têm uma idade na Coreia e outra nos Estados Unidos, às vezes dois ou três anos a mais em seu país de origem. Definitivamente, o tempo é relativo! Com relação a fusos horários, enquanto estamos a 4 horas de diferença em termos temporais (3, se desconsiderarmos o horário de verão), os coreanos estão a 15 horas de distância. Jantamos hoje com eles, às 18h, e eles brincaram que na Coreia já era “amanhã”. Conversando com a professora deles, tomei conhecimento de que sua saúde tem demonstrado ser bastante frágil, facilmente abalada pelas diferentes dietas – embora aqui no hotel (onde todos estão hospedados) haja sempre comida tipicamente coreana, além da americana. Há sempre alguém doente, comentou a professora, intoxicado ou resfriado, de forma que é difícil o grupo estar completo em sala de aula. Com relação às estações do ano, relataram ter as 4 estações bem definidas, com inverno chegando a -13°C e a máxima de verão variando de 35°C a 37°C (sua unidade de medida é Celsius também). O clima coreano, assim como o nosso, é bastante úmido.
Após a primeira hora de bastante integração, fomos todos a um parque próximo à universidade para o tão esperado “amistoso”. 7x2 foi o placar final, sendo que a vitória brasileira teve 3 gols de nosso único representante uruguaio no grupo: o aluno Gonzalo Márquez, de Santana do Livramento. Com goleiras improvisadas com cones de trânsito, alguns jogando até mesmo descalços, tivemos uma manhã muito divertida, inclusive com a presença do sol que finalmente esteve entre nós!
À tarde, tivemos, na aula de empreendedorismo, também uma experiência de integração, por ocasião do início de uma atividade em que uma técnica japonesa de trabalho em “equipo”, como diz o professor, começou a ser desenvolvida com o nosso grupo. Respondendo à questão “Por que os alunos não tiram nota 10?” iniciou-se uma discussão e elaboração de respostas que duraram toda a tarde, com o desfecho do trabalho previsto para amanhã.
12º dia (quarta-feira, 15 de fevereiro, 8º dia de aula)
Esta manhã tivemos mais uma sessão de vídeo, com duração de uma hora, das 8h às 9h, não utilizando o número de horas do curso regular. Os vídeos são passados com legendas em inglês, o que auxilia os alunos na compreensão do vocabulário e correção da pronúncia em língua inglesa. À tarde, concluímos o trabalho iniciado no dia de ontem com o Professor Navarro, com a apresentação das conclusões dos diferentes grupos de trabalho (4 grupos de 4 alunos, 1 grupo de 5). Todos os alunos mostraram-se integrados nas discussões e também nas apresentações, que foram, em todos os casos, colaborativas, com mais de um representante de cada grupo expondo suas conclusões.
Desde a noite passada tenho sentido dores de cabeça muito fortes, e atribuo o mal-estar à diferença na minha dieta. Não tenho me alimentado bem, sinto falta de frutas frescas e do tempero brasileiro (acho que do sabor da comida da minha casa, na verdade...). Mesmo no supermercado, as frutas vêm em sua maioria já em porções, em potes plásticos, o que promove perda de nutrientes, certamente. Frutas são também bastante caras. Na primeira vez que vi frutas em um estabelecimento comercial, tratava-se de uma promoção de bananas, em que se comprava duas unidades por $1.49, em promoção! Nem sei se este não é o preço do quilo da banana no Brasil. Conversando com a Aurora, sobre alimentação, lembro que ela ficou muito surpresa quando falei que a dieta das classes menos favorecidas no Brasil reduz-se ao consumo de frutas e legumes, já que carne e outros itens são muito caros em nosso país. Ela mostrou-se impressionada com a oferta de frutas e hortaliças, afirmando que esses itens são muito caros e de forma alguma fartos por aqui, já que são geralmente importados.
13º dia (quinta-feira, 16 de fevereiro, 9º dia de aula)
Assistimos a uma sessão no planetário da instituição. Eram dois filmes: o primeiro sobre as geleiras do Ártico e, o segundo, sobre os buracos negros. O ambiente era muito apaziguador, silencioso, escuro e confortável, e confesso que foi difícil vencer o sono, mas consegui! Definitivamente, não é programa para a primeira hora da tarde, pós-almoço... mas tive momentos bastante interessantes.
Muito difícil a conexão com a internet nos últimos três dias... um exercício de paciência, que eu não tenho para certas coisas, como as tecnológicas, por exemplo...
14º dia (sexta-feira, 17 de fevereiro, 10º dia de aula)
Hoje pela manhã tomamos café com o Sr. Revis L. Bell, do St. Philip’s College. Veio fazer um primeiro contato no sentido de levar um grupo de alunos para um intercâmbio ao Brasil, num projeto nos mesmos moldes do que o que nos trouxe até aqui, ou seja: aprender a língua portuguesa, realizar um intercâmbio cultural, e também visitar empresas/instituições que permitam aos alunos conhecer e trocar conhecimentos dentro de suas áreas de formação acadêmica mais específica. Conversamos sobre a possibilidade de alojamento nas host families, ao que ele reagiu muito bem, mas salientou que seria bom que eles pudessem ter a chance de escolha (host family ou hotel)
Muito importante este primeiro contato, precisamos arregaçar as mangas e apresentar um trabalho de integração à altura de nossa competência, para o que é só nos organizarmos e desenvolver o trabalho, a partir de um bom planejamento.
Ao chegarmos ao college, fomos informados de que teríamos uma reunião com o núcleo de ESL da instituição, às 11 horas da manhã. Muito interessante a proposta – que se enquadraria numa sequência ao que estamos fazendo aqui. Porém os valores são bem mais altos, uma vez que o programa é individualizado, e não para um grupo fechado de alunos, como é o nosso caso. Mas como todos estão adorando a experiência, já ficaram motivados e curiosos diante da possibilidade – mesmo que remota – de retorno a San Antonio.
15º dia (sábado, 18 de fevereiro, programação cultural)
Austin - visita à sede do governo do estado do Texas / visita ao San Marcos’ Outlet
16º dia (domingo, 19 de fevereiro, dia livre)
Almoço na casa da host family dos alunos Fábio, William B. e Alex
Hoje foi um dia muito agradável de integração entre os membros de nosso grupo, em que experimentamos uma sensação parecida com a de estarmos em casa, pois éramos muitos brasileiros reunidos, falando sem parar, numa euforia e felicidade que só se vive “entre amigos”.
Chegamos à casa da Mrs García em torno de 10h30, aguardamos todo o pessoal chegar – apenas seis alunos não compareceram – e saímos com o Mr. Garcia para fazermos nossas compras. A idéia era fazermos “galinha ao molho de cerveja”, mas ao chegarmos no H&B e verificarmos que a carne bovina estava mais barata que o frango, mudamos o cardápio imediatamente, não imaginávamos que comeríamos “carne de verdade” depois de duas semanas!!! Por aqui come-se hamburger, “sausage”, de diferentes sabores, peixe ou frango, mas carne vermelha, foi a primeira vez... Mudamos o menu: a entrada foi pão francês com alho no forno, servido quentinho, para aplacar a fome do pessoal, pois tudo começou muito tarde, em razão de um fato curioso que contarei a seguir; o “main course”, carne assada ao molho de vinho tinto, purê de batatas com queijo parmesão e arroz. Como tudo por aqui é sempre muito apimentado, não exagerei no sal, e para o meu gosto faltou um pouquinho, mas o pessoal disse que estava tudo muito bom e, misturando tudo, até eu concordo que realmente ficou muito gostoso o nosso almoço.
O mais bacana foi ver a disponibilidade do pessoal em ajudar, a começar pelos alunos-anfitriões, William Bouvier e Alex Cunha. Eles é que se encarregaram da louça, antes e depois do almoço! Mas todos ajudaram, realmente, na hora do pãozinho, da organização da mesa, dos palpites gastronômicos, aquela cozinha ficou pequena para tantas mãos! O Fábio, terceiro anfitrião, era o Relações Públicas do nosso encontro, e posso dizer que do grupo como um todo, inclusive durante as aulas. Acho que é um dos alunos que mais está aproveitando este intercâmbio: é um entusiasta, aluno comprometido, turista nota 10, e um carisma para agregar e “comunicar” que rouba a cena!!!
A família, que a princípio iria sair para almoçar fora com os outros dois alunos internacionais – dois árabes – acabou ficando, juntando-se a nós e ainda elogiando nosso almoço! Foi muito interessante ver toda essa movimentação, e melhor ainda os elogios depois de desfrutarem do nosso cardápio e companhia.
Ainda, quando a mãe do João e do Gabriel foi buscá-los, entrou, sentou, e provou o nosso almoço!
Houve sessão de fotos, com a participação de todos – menos dos árabes, e a integração aconteceu de forma muito alegre e descontraída.
Enfim, foi uma manhã e tarde muito agradáveis, inclusive com um dia ensolarado, que fez muito bem para todos nós.
*O fato cultural curioso a que me referi anteriormente aconteceu no supermercado. Como disse, a carne foi ao molho de vinho, mas tivemos que esperar 7 minutos para concluir nossa compra, porque só pudemos passar o vinho no caixa ao meio-dia e um, pois, em todo o estado do Texas, só se vende bebidas alcoólicas fermentadas após o meio-dia, enquanto as destiladas são totalmente proibidas aos Domingos. O motivo é religioso, e isso é lei, mas somente neste estado.
18º dia (terça-feira, 21 de fevereiro, 12º dia de aula)
Hoje é um dia especial no Brasil e, certamente, também o é para muitos de nós: é terça-feira de Carnaval! Mas como por aqui não se comemora esta data, tivemos um dia quase como todos os outros, a não ser por um momento que, além de ser tomado da aula da Prof. Maureen, nos fez ganhar o dia – nossa composição e apresentação carnavalesca, numa homenagem “ao maior show da Terra”.
Nada foi planejado. Eu acompanhava o grupo com o qual estou fazendo um trabalho paralelo durante as aulas da Mrs. Keeney, e concluímos nossas tarefas vinte minutos antes do horário previsto para o término do período da manhã. Já me levantava para buscar orientações da professora e mais algum material, quando uma das alunas, a Gabriela Kirinus, teve a idéia de “compormos uma música”. Logo pensei em uma adaptação da vinheta Globeleza, certamente conhecida por todos os alunos, e começamos logo a pensar em como faríamos um refrão interessante em inglês. Depois de muitas construções e modificações, o resultado, que se pretendia “divertido” e, ao mesmo tempo, “significativo” e “remissivo”, assim ficou:
THERE I GO, THERE I GO
TODAY THE PARTY IS IN THE CLASSROOM
IN SAN ANTONIO CARNIVAL
HAPPY I AM IN TEXAS, COME MY LOVE!!!
Estávamos em uma sala com muitos adereços coloridos – também por casualidade – e fomos logo pegando os artefatos nas suas mais diferentes cores, ensaiamos a letra, já dançando, e, literalmente, “invadimos” a sala em que os demais alunos estavam, ainda em aula. Surpreendemos a todos que, imediatamente, pegaram suas câmeras e filmaram e fotografaram nossa performance, num clima de surpresa, mas também de muita risada, enquanto cantávamos e dançávamos em frente ao quadro verde.
Foi, sem dúvida, uma passagem que ficará em nossas memórias, pela diversão e integração que o momento proporcionou a todos nós. O link que inicia o relato do dia de hoje, é um dos endereços eletrônicos em que o vídeo pode ser encontrado.
À tarde, tivemos nosso penúltimo encontro com o Sr. Navarro, finalizando um trabalho previsto para a conclusão de seu curso de Empreendedorismo Global. A teoria versava sobre Lean Manufacturing – Manufatura Enxuta, modelo de produção Toyotista, aplicado na grande maioria das empresas atualmente em todo o mundo. Fizemos um trabalho em grupos, a partir da leitura do material, com o intuito de depreender os principais pontos de modelo para apresentação na próxima aula.
Após o término do encontro, fomos conhecer o Walmart e seus belos preços aqui em San Antonio. Nem pretendia comprar, mas não resisti ao ver bermudinhas e camisetas para o Vicente a cinco dólares a peça! Comprei mais umas roupitias para o meu gordinho...
19º dia (quarta-feira, 22 de fevereiro, 13º dia de aula)
Hoje encerramos o curso de empreendedorismo com o Dr. Navarro. Iniciamos a aula pelas apresentações dos grupos sobre Lean Manufacturing – as quais demonstraram um ótimo entendimento acerca do tema, sendo comentadas, ao término das exposições, pelo professor Navarro, que classificou o empenho e a compreensão dos alunos como “excelentes”. De fato, todos mostraram consistência e maturidade em suas exposições, e na avaliação final, em que cada um deveria manifestar seu pensamento acerca do que teria ficado como o aspecto mais relevante do aprendizado, os comentários foram também bastante significativos, predominantemente citando o trabalho em equipe como uma prática de maior valor para o indivíduo e para a empresa em comparação ao trabalho isolado.
Após o encontro, fotografamos o grupo com o professor, que fez uma fala final, despedindo-se de todos. Como fechamento do curso, no dia 1°/03, às 9h, faremos uma visita à fábrica da Toyota, a fim de conhecermos, na prática, o sistema de produção estudado durante o curso.
Como atividade cultural, visitamos as ruínas do Álamo e seu entorno. A visita foi bastante significativa para todos, pois tínhamos assistido ao filme que conta a história do massacre sofrido pelos americanos, que resistiram até a morte à tomada do forte pelos mexicanos, em 6 de março de 1836.
20º dia (quinta-feira, 23 de fevereiro, 14º dia de aula)
Nosso dia hoje foi muito produtivo em termos de contatos e oportunidades de amadurecimento do nosso projeto de intercâmbio institucional.
Pela manhã, participamos, juntamente com Carol Fimmen e Steven Lewis, de uma reunião-almoço, com a palestra proferida por um jornalista brasileiro, Paulo Sotero, membro do Brazilian Woodrow Wilson Institute, que versava sobre os rumos do país pós-ascensão econômica e social. O jornalista apresentou brilhantemente nossa trajetória histórica, econômica e social, fazendo projeções futuras para os problemas que ainda precisam ser superados. Entre os vários pontos relevantes de sua fala, ressaltou e empenho do governo federal brasileiro em alavancar a educação no país, com o incentivo à formação de estudantes, promovendo bolsas para cursos no exterior, para os quais a língua inglesa torna-se elemento essencial de domínio por parte desses estudantes. Tal comentário fez com que o Sr. Lewis incluísse como pauta prioritária a questão do intercâmbio institucional para uma reunião com professores já agendada para a tarde de hoje, no sentido de discutir as melhorias necessárias ao programa a partir das experiências que vimos vivenciando em nosso intercâmbio até o presente momento.
21º dia (sexta-feira, 24 de fevereiro, 15º dia de aula)
A novidade hoje foi um vídeo intitulado “Blue Gold”, um documentário sobre a questão da água e de uma grave prospecção para o futuro do planeta relativa à sua escassez em muitas regiões. Percebe-se, em relação à professora, uma preocupação no sentido de que nossos alunos tomem consciência acerca de questões históricas, geográficas, políticas e sociais. Esta postura é bem marcada em suas observações em aula; ela se coloca e provoca uma reflexão nos alunos, direta ou indiretamente. Após o documentário, foi trabalhado um texto sobre a mesma temática, exercitando a compreensão textual e questões que envolviam vocabulário. Os exercícios gramaticais trataram das orações condicionais. Após a aula, um grupo decidiu fazer um passeio turístico ao River Walk. Acompanhei esses alunos e fiz com eles o passeio. É claro que esqueci minha máquina fotográfica, de forma que não registrei muitas paisagens bonitas e interessantes (terei de voltar lá a pé para fazê-lo, já que existe um acesso para o River Walk logo na saída do hotel). Após o passeio de barco, acompanhei as meninas ao Hard Rock Café e logo depois ao River Center Mall (shopping Center), onde fizemos algumas compras.
22º dia (sábado, 25 de fevereiro, passeio cultural)
Nossa rota turística sofreu alteração, pois estava previsto para hoje o tour no River Walk. Mas como nossos alunos são bastante curiosos e independentes, a maioria deles já havia feito este passeio, motivo pelo qual fomos, primeiramente, a um restaurante mexicano, El Milagrito, para o café da manhã, e depois seguimos em direção à Friedericksburg, uma cidade tipicamente alemã, a cerca de uma hora de San Antonio. A professora Maureen acompanhou o grupo, que foi conduzido pelo casal Frank e Aurora Juarez, além de uma funcionária da Alamo que conduziu uma das vans. Nosso almoço foi no Pizza Hut, e à tarde fomos conhecer uma loja bastante pitoresca, que vendia miudezas em geral e souvenirs, e finalizamos a tarde com uma visita a uma casa de vinhos, onde tocava uma banda de country rock bastante animada, que fez nossos alunos não quererem ir embora quando chegou o horário – na verdade, não sei se gostaram mais da banda, que era excelente, ou de uma mesa com muitas Texanas, bastante animadas, que bebiam e dançavam, a ponto de 3 dos nossos alunos se apresentarem como turistas brasileiros para justificar o pedido de uma foto com elas...
23º dia (domingo, 26 de fevereiro, dia livre)
Hoje, por ser o último dia livre em San Antonio, eu e o prof. Juarez nos dividimos e fomos a dois lugares diferentes, cada um de nós com um grupo de alunos. O Juarez acompanhou dois dos nossos alunos maiores de idade a uma visita ao museu da Nasa, em Houston, a 4 horas de San Antonio. Eu acompanhei 10 alunos ao La Cantera, um dos complexos de lojas mais bonitos da cidade – e com os preços mais altos, também!
Alguns alunos saíram comigo do hotel, outros encontraram-se conosco ao meio-dia em um local pré-combinado. Almoçamos juntos, passamos a tarde conhecendo o local, fazendo compras, conversando e rindo bastante. Ao final da tarde, um grupo foi para a casa dos alunos Denis e Caio, para uma confraternização do Clube do Bolinha, pois não havia “lugar no carro” para as meninas que, sem alternativa, retornaram para suas host families e, eu, para o hotel.
26º dia (quarta-feira, 29 de fevereiro, 18°dia de aula)
Hoje, após o almoço, os alunos tiveram a primeira oportunidade de interagir com alunos regulares de um dos cursos oferecidos pela SAC – o curso de arquitetura. Os alunos locais fizeram uma apresentação do seu curso e responderam a perguntas feitas pelos nossos alunos. Eu e o Juarez não participamos desta apresentação, pois fomos convidados pelo Sr Steven Lewis a comparecer a um almoço com as Sras Adelina Silva e Carol Fimmen. O almoço foi bastante informal, no qual trocamos informações institucionais mas também houve bastante troca com relação a episódios culturais referentes à gastronomia em diferentes países. A Sra. Adelina Silva informou-nos que comparecerá em maio a um Simpósio na cidade de Florianópolis, ocasião em que estabeleceremos contatos mais estreitos acerca do convênio firmado entre as instituições de ensino IFSul/Alamo Colleges
27º dia (quinta-feira, 01 de março, 19° dia de aula)
O ponto alto do dia de hoje foi a visita que fizemos à fábrica da Toyota na cidade de San Antonio. O objetivo do passeio foi consolidar as aulas teóricas de empreendedorismo global ministradas pelo prof. Navarro, já que o modelo de produção lá empregado é o lean-manufacturing, que havia sido trabalhado como um modelo eficiente de produção e trabalho em equipe. Todos ficaram impressionados com a apresentação, ao mesmo tempo refletindo se, mesmo com a comprovada eficiência nas questões referentes à economia e eficiência no modelo de produção, havia qualidade de vida naquela forma de trabalho. Ouvi muitos comentários do tipo “eu nunca trabalharia num lugar como esse”, ou “trabalhar desse jeito não me serve” e, ainda, “eles parecem uns robôs”, referindo-se à postura dos trabalhadores na linha de produção.
28º dia (sexta-feira, 2 de março, 20° dia de aula)
Hoje, por ser o último dia de aula, a professora passou um filme pela manhã. Enquanto os alunos assistiam ao filme, terminei com o Juarez a composição de nossa fala para a cerimônia de encerramento do curso, depois acompanhei o aluno Júnior, de Sapucaia do Sul, até o North Star Mall a fim de que ele comprasse uma camisa para a o evento de sua certificação. Aproveitamos, também, para comprar um presente para a professora Maureen, a fim de lhe agradecer e homenagear pelo trabalho desenvolvido com o grupo. Demos a ela um relógio, o qual ela recebeu com muita alegria e gosto. Houve sessão de fotos e após saímos para o almoço. A professora não compareceu à cerimônia, por motivos pessoais, e sua fala foi substituída pela fala do Professor Steven Lewis. O professor Juarez falou em nome dos professores brasileiros, responsáveis pelo grupo, e teve no seu discurso a expressão do significado de mais um intercâmbio estudantil que ali se concluía, ressaltando a importância da parceria e do envolvimento das equipes docentes e gestoras das duas instituições, no sentido de consolidar e melhorar continuamente o programa de intercâmbio. Em nome dos alunos, João Afonso, Bruna e Matheus foram os discentes que manifestaram seu agradecimento pela oportunidade de novas aprendizagens e vivências, que certamente lhes servirão para a profissão e para a vida. Falaram, ainda, em nome da Alamo Colleges, Frederico Saragoza, Adelina Silva, Frank Juarez e Carol Fimmen, que encerrou a sessão. Após a entrega dos certificados, houve um cocktail de encerramento com docentes, gestores, alunos e host families.
Juarez e eu acompanhamos os senhores Steven Lewis, Carol Fimmen, Frank e Aurora Juarez e mais um convidado a um jantar no restaurante da Torre das Américas, o observatório mais alto do Texas e o segundo mais alto dos Estados Unidos.
29º dia (sábado, 03 de fevereiro, dia livre)
Juarez e eu fizemos o check out pela manhã e fomos acompanhados pelo casal Frank e Aurora Juarez, e também por sua filha, a um restaurante-museu para o café da manhã. Após o café, Frank nos mostrou mais alguns pontos turísticos e bairros da cidade, bem como levou-nos a sua própria casa, a fim de conhecermos sua residência e conversarmos, enquanto esperávamos pelo horário de irmos ao aeroporto para iniciarmos nossa viagem de volta ao Brasil. O voo de San Antonio a Atlanta transcorreu sem imprevistos, o que não se repetiu na conexão Atlanta-Brasília. Em decorrência do mau tempo e do excesso de peso na aeronave, foi pedido pela comissária de bordo que aqueles passageiros que não tivessem conexões ou urgência em sua chegada a Brasilia, voluntariamente deixassem o avião, para embarque no dia seguinte, com um incentivo financeiro de $600.00, além de hospedagem. Esse procedimento ocasionou um atraso de uma hora e vinte minutos na saída do vôo de Atlanta, provocando transtornos na conexão Brasília-Porto Alegre.
Apesar de alguns contratempos, tudo acabou bem, salvo algumas malas que só chegaram no final da semana seguinte aos seus destinos – mas chegaram!
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